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Eita que felicidade Antonio Gomide França e Cristiano Cunha, o nosso Filme foi selecionado para o II Anápolis Festival de Cinema. vai passar Domingo, 25 de março, as 19:00 na Mostra Competitiva Curta Anápolis: “No Caminho Tem De TudoGênero: Experimental – 8:47 minutos / Direção : Israel Stallin Siriguela Ferreira Diniz.

Visite:http://anapolis.go.gov.br/anapolisfestivaldecinema/

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O sorriso do palhaço

 

Meu povo deste Brasil,

No coração do palhaço,

Falar aos ouvidos mil

Seja sempre nosso abraço.

O circo é em todo espaço

Onde abita a natureza;

A cultura tem beleza

No picadeiro sagrado,

Será bem representado

O mundo da gentileza.

 

E tudo é fruto do amor,

De poesia e sentido;

Onde tem pai criador

Tem todo seu colorido.

Viva o ser mais envolvido,

Com o riso, e com a graça;

Que brinca, na rua e na praça,

Nos olhos, de tanta gente,

Na forma correspondente,

Da fogueira da fumaça.

 

Que queima, subindo ao céu,

Na leveza da linguagem;

A pureza é leite, e mel

No caminho da coragem,

Interpretando, a imagem,

Recordando o que se diz;

Buscando ser mais feliz,

Com a Arete verdadeira,

Nesta terra brasileira

Na tradição do país.

 

Pois, o artista do povo,

É guardião da memória;

Tem sempre, um verso novo,

Que compõem, a sua história,

Seguindo na trajetória,

De uma arte consciente,

Da fartura da vertente

Na luta de nossa terra,

Por vale, sertão, ou serra

Plantando, uma semente.

E todo artista, é criador;

Quando o medo, já morreu.

No terreiro tem valor,

Recordando o que se deu.

E tudo o que viveu,

Trilhando, do circo, o passo,

Quem fez na vida um palhaço

Com a cara, bem melada,

Brincando na caminhada;

É onde eu sempre renasço.

 

E viva os personagens!

De nariz todo vermelho;

Figurando a imagem

Lá no corpo do conselho.

E num pedaço de espelho,

Retratando, uma figura,

Que de pé tem a postura,

Com olhar firme nas vistas,

No momento dos artistas,

Sonhando com a fartura.

 

 A que envolve nosso ser,

No aconchego do bem feito.

Muito vai compreender,

Quem de a vida direito;

No caminho, mais estreito,

No salão, da grande dança,

E feito também criança

Desapegado de tudo,

A bondade é seu escudo,

E também nossa esperança.

 

E aquele, que já cresceu,

Um dia foi pequenino;

Muita coisa me valeu

Para mudar o destino;

Andando em fio fino,

Levando pra todo lado,

A bandeira do reisado,

E o valor, de ser brincante,

Em nosso circo atuante,

Que está sendo resgatado.

 

 E é formação de platéia,

Por todos esses Estados;

Ser inseridos, na idéia,

Dos mestres mais consagrados,

Que foram vivenciados,

E devem ser conhecidos;

Então, serão instruídos,

Protagonizando a sorte,

Nestas estrelas do norte,

Que por Deus, são merecidos.

 

E quem tem, uma referencia

Onde tudo é mais centrado,

O valor da experiência,

Caminhará sempre ao lado.

E tem muito resultado,

Conviver com que ensina,

É a força que domina,

Onde o tempo é que comanda,

Girando o giro ciranda,

Lá nos olhos da menina.

 

 A menina dos olhos meus,

É quem brilha poesia;

Nesta fonte, que é de Deus,

Bem nos traz sabedoria

Para compor todo dia,

No praticado também;

Pois mais vale um que cem,

Quem só anda prevenido,

Estará bem garantido,

Lá no mundo do além.

 

Porem, antes de passar,

Pro outro lado do rio,

Vamos todos trabalhar

Para vencer esse frio;

O frio, que é o vazio,

De um povo colonizado;

Todo desaculturado;

Feito um jardim sem flor,

Perdendo todo sabor,

Da nossa mãe natureza,

Que nos dá toda riqueza,

Do nosso pai criador.

 

 O primeiro na poesia,

No meu ler, é Patativa;

E na arte de viver;

O meu pai é que autoriza;

Pra tudo ficar bonito,

Recordar mestre Zezito,

E seu Antonio do Babau,

Gentileza é universal,

Ibiapina é o norte,

José Lourenço é o forte,

Meu padrinho a pastoral.

 

 

Seu Jamelão é o circo,

Mestra Margarida é voz;

Muito tempo longe eu fico,

A saudade é todos nos,

Nos campos de gira sois,

Onde a vida é urgente,

A nossa mãe é valente,

E mestre, o mundo revela,

Quebre o remo e rasgue a vela;

Tem muito mar pela frente.

Autor: Antonio Gomide

DECLARAÇÃO DO RISO DA TERRA

 ‘‘Quando os deuses se encontraram e riram pela primeira vez;

Eles criaram os planetas, as águas, o dia e a noite.

Quando riram pela segunda vez, criaram; as plantas, os bichos e os homens.

Quando gargalhavam pela ultima vez; eles criaram a alma.’’

(DE UM PAPIRO EGÍPICIO)

Vivemos um momento em que a estupidez humana e nossa maior ameaça.

Palhaços não transformam o mundo, quiçá a si mesmos.

E nós, palhaços, tontos, bufões, que levamos a vida a mostrar toda essa estupidez; cansamos.

O palhaço e a expressão da alegria, o palhaço e a expressão da vida no que ela tem de instigante, sensível e humano. A alegria que o palhaço realiza a cada momento de sua ação, contribui para estancar, por um momento que seja, a dor no planeta terra.

O palhaço e a criatura que ri de sua própria derrota e ao agir assim estanca o curso da violência.

Os palhaços ampliam o riso da terra:

Pois esse motivo, nos palhaços do mundo, não podemos deixar de dizer aos homens e mulheres do nosso tempo, de qualquer credo; de qualquer pais.

 Cultivemos o riso.

 Cultivemos o riso contra as armas que destroem a vida.

O riso que resiste ao ódio, a fome e as injustiças do mundo.

Cultivemos o riso, mas não um riso que discrimine o outro pela sua cor, religião, etnia, gostos e costumes.

Cultivemos o riso para celebrarmos as nossas diferenças.

Um riso que seja como a própria vida: múltiplo, diverso e generoso.

Enquanto rirmos estaremos em paz.

Declaração do riso da terra – João Pessoa-PB, 02 de dezembro de 2001.

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