DECLARAÇÃO DO RISO DA TERRA

 ‘‘Quando os deuses se encontraram e riram pela primeira vez;

Eles criaram os planetas, as águas, o dia e a noite.

Quando riram pela segunda vez, criaram; as plantas, os bichos e os homens.

Quando gargalhavam pela ultima vez; eles criaram a alma.’’

(DE UM PAPIRO EGÍPICIO)

Vivemos um momento em que a estupidez humana e nossa maior ameaça.

Palhaços não transformam o mundo, quiçá a si mesmos.

E nós, palhaços, tontos, bufões, que levamos a vida a mostrar toda essa estupidez; cansamos.

O palhaço e a expressão da alegria, o palhaço e a expressão da vida no que ela tem de instigante, sensível e humano. A alegria que o palhaço realiza a cada momento de sua ação, contribui para estancar, por um momento que seja, a dor no planeta terra.

O palhaço e a criatura que ri de sua própria derrota e ao agir assim estanca o curso da violência.

Os palhaços ampliam o riso da terra:

Pois esse motivo, nos palhaços do mundo, não podemos deixar de dizer aos homens e mulheres do nosso tempo, de qualquer credo; de qualquer pais.

 Cultivemos o riso.

 Cultivemos o riso contra as armas que destroem a vida.

O riso que resiste ao ódio, a fome e as injustiças do mundo.

Cultivemos o riso, mas não um riso que discrimine o outro pela sua cor, religião, etnia, gostos e costumes.

Cultivemos o riso para celebrarmos as nossas diferenças.

Um riso que seja como a própria vida: múltiplo, diverso e generoso.

Enquanto rirmos estaremos em paz.

Declaração do riso da terra – João Pessoa-PB, 02 de dezembro de 2001.

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